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“Lona na Lua em Silva Jardim” conclui o primeiro trimestre de trabalho

28-Nov-2017

 Pelo terceiro ano seguido o Lona na Lua atua na cidade oferecendo gratuitamente oficinas artísticas.

          O trabalho que o Lona na Lua realiza na cidade de Silva Jardim segue a todo vapor. Passada a época de inscrições, hoje já é possível dizer que as turmas que se formaram possuem enorme potencial para transformar a cultura da região a curto, médio e longo prazo. Mais de 200 jovens de 8 a 18 anos estão inscritos nas oficinas de Teatro, Música, Circo, Dança e nas que são a novidade deste ano: a de Escrita Criativa e Cenário e Figurino. Para 2018, o projeto e todas as oficinas estão confirmadas.

          O sucesso do movimento loneiro em Silva Jardim é repercutido por todos que estão envolvidos nele, direta e indiretamente. Entusiasta do Projeto, a Vice-prefeita do município, Cilene, reforça o papel social que o Lona na Lua desempenha na cidade. “Quando botei os olhos no Lona vi que se encaixava perfeitamente dentro da inclusão social que queríamos fazer pela Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Promoção Social. Se você conversar com as famílias que são atendidas pela oficinas, vão falar da melhora no rendimento escolar, de valores agregados, do comportamento, entre outros benefícios. Sem contar que conseguimos prevenir que essas crianças fossem afetadas pelo tráfico, que é uma questão muito séria em todo o Rio de Janeiro. A própria Secretaria de Segurança do Estado afirma que Silva Jardim não está em situação pior em relação a jovens na criminalidade pelos projetos sociais que colocamos na cidade, e um deles, o que abriu a porta de inclusão social através da arte e da cultura, foi o Lona na Lua. E não pretendemos parar, pelo contrário, queremos aumentar, porque faz um bem enorme pra sociedade”, afirmou a Vice-prefeita. O Secretário de Trabalho, Habitação e Promoção Social, Tião Rocha, enxerga o projeto como um ciclo importante de formação cidadã. “O jovem que faz parte hoje das atividades acaba chamando outros a participarem também. Isso os aproxima em um ambiente saudável e de uma forma que estimula o desenvolvimento do indivíduo na sociedade”.

 

 

          O discurso de Cilene e Tião é corroborado por pais e alunos. Na visão de Tatiane Pereira, mãe de Rayane Pereira, o Lona na Lua abre os horizontes dos jovens. “Antes minha filha não fazia nada, ficava só dentro de casa assistindo televisão ou na internet. Hoje ela está se desenvolvendo, descobrindo atividades que gosta e se expressando melhor”, conta Tatiane. Rayane, de 14 anos e aluna das oficinas de Música e Escrita Criativa, fala do ambiente familiar que encontra nas aulas, que ocorrem no Teatro Municipal Zezé Macedo. “Eu considero o Lona na Lua como uma segunda família. É muito bom passar esse tempo com eles, praticando coisas que eu nem imaginava que poderia aprender. Sou muito feliz em ter a oportunidade de viver isso, porque além do aprendizado, recebemos também todo o suporte que precisamos, como o uniforme do Lona na Lua, os instrumentos (violão, violino, flauta) para a oficina de Música e o lanche ao fim de cada aula”, relata a jovem. O material das oficinas de Circo, Cenário e Figurino, Escrita Criativa, Dança e Teatro também são disponibilizados aos alunos pela associação cultural e social.

          O convênio do Lona na Lua com a Prefeitura de Silva Jardim tem duração de um ano e  previsão de conclusão em agosto de 2018. Tradicionalmente, um espetáculo de encerramento é produzido com os alunos. Em 2016, a montagem feita foi “Sonho de Uma Noite de Verão”, do escritor inglês William Shakespeare. Perguntada sobre qual peça de teatro seria encenada na conclusão do projeto, a oficineira de teatro Gabriele Rangel diz que é sempre um grande mistério. “Tem que perguntar ao Zeca (risos). Ainda está muito cedo, mas tenho certeza que será um grande espetáculo, porque os alunos de todas as oficinas têm muito potencial”, afirmou Gabi, de apenas 19 anos e que começou como aluna do projeto, aos 12. O fundador do Lona na Lua, Zeca Novais, quer ver novas histórias como a de Gabriele sendo escritas nas cidades em que o movimento sociocultural atua. “Claro que dá um orgulho enorme ver que uma aluna nossa se tornou uma oficineira. Isso é um dos resultados práticos do nosso trabalho. Mas muito além da formação artística, o nosso principal objetivo é a formação cidadã”, conclui Zeca.   

 

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